Futuro neurocompativel


Afinal, o que é ser neurocompatível?
ser neurocompativel é ser a mãe fora da curva. que cria de forma respeitosa sua criança. que valida seus sentimentos, suas felicidades, dores, frustações e medos. 
Ser neurocompativel é ser o pai fora da curva. que não trata de forma ríspida sua criança que apenas age como criança. gritando, pulando, correndo, rindo chorando. 
É ser a tia que trata o sobrinho ou sobrinha com amor e respeito. que mostra aos pais do seu sobrinho que criança também têm escolhas.
È ser o tio que dá panelas e também carrinhos para o sobrinho, ou carrinhos e também bonecas para a sobrinha. pois entende que brinquedo é brinquedo, e a criança merece escolher do que brincar. 
É ser a avó que não perpetua na criação do neto, a criação que recebeu. que respeita seu jeito de ser criança.
É ser o avô que não reproduz na criação dos netos, a criação que recebeu e deu aos filhos. é mudar aquela velha lenda de que homem não demonstra sentimentos e chorar com todas as novas fases vividas ao lado do neto ou neta.
Ser neurocompativel é sempre escolher o caminho do respeito para as crianças, independente de ter ou não uma em sua vida. pois entendemos que as crianças literalmente são o futuro, então porque não cuidar desse futuro? porque não mudar o caminho das coisas? porque não mostrar com estudos científicos e comprovações diárias de que respeito mudam vidas? 
crianças merecem e devem ser respeitadas. eles têm gostos, manias, medos, raiva, tristeza, sentimentos confusos, e isso tudo precisa ser validado. Pois a infância é base de uma vida inteira. uma infância bem vivida, é o pilar de um adulto empático, bem resolvido e feliz com a vida.
Castigos na infância trazem sentimentos horríveis, e um deles se chama vingança. toda criança que é castigada pensa em se vingar. toda criança castigada se ama um pouco menos a cada castigo. castigo nunca levou e nem vai levar uma criança a pensar no que fez. eles não tem esse pensamento amplo, não pensam nos problemas que uma atitude deles pode causar a longo prazo.
estudos mostram que gritos e palmadas causam o mesmo sofrimento que o abuso sexual causa. você já parou pra pensar que pode mudar esse ciclo de agressão?  já parou pra pensar que agressão nunca foi e nunca será educação? que isso é apenas uma resposta de alivio a sua insatisfação com a criança? e que crianças aprendem com exemplos, e o exemplo que você dá a ela com isso, é que ela pode usar de agressão toda vez que estiver insatisfeita com algo ou alguém
Você bate em seu parceiro quando ele faz algo que não te deixa contente? você bate no seu chefe quando ele fala com você de uma forma que você não gostou? você bate em pessoas na rua quando não gosta de atitudes delas? você bate em um adulto pra ensinar a ele algo? se a resposta for sim, olhe pra si e veja que você tem não só um problema, mas dois. você provavelmente repete um ciclo que aprendeu na infância, usar de violência para mostrar descontentamento, e agora a criação de seu filho, que seguirá seus passos e se tornara um adulto com baixa auto estima que utiliza de agressão como válvula de escape.
PARE, PENSE,ANALISE. veja que tudo muda, e basta apenas ponderar e ver que muitas mudanças são boas e são necessárias, não só para você, mas para pessoas ao seu redor viverem bem. 
crianças são mini humanos em desenvolvimento. 
Validar os sentimentos de uma criança não é ser permissivo, é ser empático. acolher uma criança em momento de choro não é mimar, é acolher alguém em sofrimento profundo, uma criança chora para conseguir se regular, regular suas frustações, cansaço, dor física ou emocional, fome, sentimentos confusos, e qualquer outra sensação ruim. O choro é resposta pra quase tudo, pois crianças não sabem como se comunicar efetivamente, não sabem como lidar com sensações ruins. Se choro é resposta pra tu adulto que está cansado ou com saudades de alguém, porque então uma criança deve "engolir seu choro"? sentimentos jamais devem ser reprimidos, em nenhuma situação, nenhuma idade. Ame e respeite a criança que está próximo a você.
Postagem de 03/06/2022, editada em 01/08/2022

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